Mac mini M6 e M5 Pro: as mudanças no armazenamento do novo desktop da Apple
O novo Mac mini com chips M6 e M5 Pro já está disponível oficialmente no Brasil. Os preços começam em R$ 10.799. No entanto, por trás do design compacto, a Apple promoveu uma mudança que incomodou os entusiastas. O SSD voltou a ser soldado diretamente à placa lógica. Dessa forma, o upgrade de armazenamento após a compra deixou de ser possível.
O Expand Mac Mini fez essa descoberta. O serviço, especializado em kits de expansão, desmontou o novo aparelho para analisar seus componentes internos. Assim, ficou evidente que os chips NAND agora ficam fixados permanentemente à placa. Na geração anterior, um conector modular ocupava esse espaço.
O que mudou no armazenamento do Mac mini
Na geração M4, era possível abrir a tampa inferior do aparelho. Em seguida, bastava desparafusar o módulo de SSD, no padrão M.2 NVMe, e trocá-lo por uma unidade maior. O mercado recebeu essa característica como um avanço em reparabilidade. Além disso, os upgrades do Expand Mac Mini custavam bem menos do que as opções vendidas pela própria Apple.
Com o Mac mini M6 e M5 Pro, esse cenário muda por completo. O armazenamento agora fica soldado à placa-mãe, assim como já acontecia nas gerações M1 e M2. Portanto, a escolha da capacidade precisa ocorrer logo no momento da compra. Ainda assim, técnicos experientes conseguem trocar o chip. Contudo, o processo exige equipamento especializado e cuidado extremo. Essa realidade fica distante do consumidor médio.
Por que a versão de 256 GB chama atenção
Além do fim do upgrade, testes independentes revelaram outro ponto sensível. O modelo de entrada, com 256 GB, usa um único chip NAND. Já as configurações a partir de 512 GB contam com dois chips em paralelo. Consequentemente, a diferença de desempenho é considerável.
O portal AAPL Ch conduziu testes com o Blackmagic Disk Speed Test. O Mac mini M6 de 512 GB registrou 6.371,5 MB/s de leitura e 6.577,4 MB/s de gravação. Por outro lado, o modelo de 256 GB atingiu apenas 3.216,8 MB/s de leitura e 3.000,2 MB/s de gravação. Essa marca representa praticamente metade da velocidade.
Ainda assim, vale destacar um ponto positivo. O novo modelo básico supera o Mac mini M4 de 256 GB, que entregava cerca de 2.792 MB/s de leitura e 2.014 MB/s de gravação. Ou seja, apesar do gargalo frente às versões maiores, o desempenho evoluiu em relação à geração anterior.
Contexto: preços, disponibilidade e o caso do Mac Studio
A Apple confirmou os preços em comunicado oficial. O Mac mini com M6 chega ao Brasil a partir de R$ 10.799. Já a versão com M5 Pro custa a partir de R$ 18.999. No mesmo dia, a empresa lançou o Mac Studio com os chips M5 Max e M5 Ultra. Os preços iniciais desse modelo são R$ 30.999 e R$ 69.999, respectivamente.
Nem todos os produtos da nova linha seguem o mesmo padrão de reparabilidade, entretanto. O Mac mini perdeu o SSD removível. O Mac Studio, por sua vez, mantém módulos de armazenamento em formato proprietário. O próprio documento de reparo da Apple já sinalizava essa diferença antes do lançamento. Portanto, quem busca alguma flexibilidade futura encontra no Mac Studio uma alternativa mais favorável.
Panorama mais amplo da nova linha de desktops
O lançamento também trouxe o macOS 27. O novo sistema inclui a Siri AI e novas ferramentas de Apple Intelligence. Enquanto isso, o mercado de upgrades não oficiais tende a perder força. Esse mercado havia se consolidado em torno da geração M4.
Por fim, a decisão da Apple reforça uma estratégia recorrente da empresa. A companhia direciona o consumidor a escolher a configuração ideal logo na compra. Expansões futuras deixam de ser viáveis. Por isso, quem pretende comprar o novo Mac mini deve avaliar com atenção as necessidades de armazenamento antes de fechar o pedido.
